segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A presença real de Jesus


(Jo 6, 56-57). Ao comungarmos o corpo e sangue de Nosso Senhor nós passamos a pertencer a Ele e Ele passa a habitar em nós. Portanto devemos nos alimentar literalmente do seu corpo e sangue para termos esta santa intimidade. "Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue verdadeiramente uma bebida" (Jo 6,55). Vejamos a clareza e a ênfase das palavras de Cristo: A sua carne é verdadeiramente uma comida. O seu sangue verdadeiramente uma bebida. Ele jamais diz: "a minha carne e o meu sangue são simbolicamente uma comida e bebida". Este é o ensino claro da Escritura Sagrada. Diante de afirmação tão clara, devemos com amor obedecer e aceitar plenamente o seu ensinamento. Os Judeus disseram: "Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?" (Jo 6,52). Assim Exclamaram admirados os que ouviam a pregação do Senhor Jesus. De fato, os Judeus não tiveram dúvida nenhuma: Jesus estava falando de forma absolutamente literal. Jesus estava afirmando sem meias palavras que ele daria o seu corpo físico, real e verdadeiro em alimento. E isto deixou os judeus muito admirados. Portanto, Jesus estava falando de forma muito clara e precisa, pois os que o ouviam entenderam muito bem o sentido de suas palavras. Os discípulos disseram: "Essa palavra é dura! Quem pode escutá-la?" (Jo 6,60). Os seus próprios discípulos ficaram aturdidos, e comentavam entre si: Esta palavra é dura! Quem pode escutar e crer em tudo isto? Portanto não apenas os Judeus mas também os discípulos compreenderam muito bem que o Divino Mestre estava falando de forma literal, ou seja que daria sua própria carne e sangue em alimento. Tal foi a impressão que este discurso provocou que "muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele" (Jo 6,66). "É necessário que vos empenheis não para obter esse alimento perecível (o pão comum), mas o alimento que permanece para a vida eterna (a Eucaristia) o qual o filho do homem vos dará" (Jo 6, 27). Mais importante que o pão de cada dia, para o sustento do corpo, é a Eucaristia, este "alimento" que torna-se sustento para a alma e permanece para a vida eterna. Se a Eucaristia fosse apenas um "símbolo", uma "lembrança" como querem as seitas, não se entenderia como ela poderia ser um alimento para a vida eterna. "Tomai e comei isto é o meu corpo (...) isto é o meu sangue" (Mt 26, 26-28); "Isto é o meu corpo (...) isto é o meu sangue" (Mc 14,22-24) Na última Ceia, Cristo cumpre a sua promessa: institui a Eucaristia, seu corpo e sangue como um alimento verdadeiro e real. De forma alguma, em nenhum lugar Cristo diz: isto "simboliza" meu corpo ou isto "simboliza" meu sangue. Portanto se Jesus afirma: "Isto é o meu corpo" Quem ousaria desafiar o mestre e dizer:? Senhor, tu estás enganado, isto não pode ser o teu corpo?.

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